Assim que acabei de ler a carta, fui a correr para a Sala dos Poderes. Quase chocava com um anjo apressado que ia a correr para a Assembleia Angelical. Cheguei à Sala dos Poderes, dei a carta aos anjos que estavam à porta e eles levaram-me para uma sala completamente branca, de um branco que me obrigou a fechar os olhos. Senti uma picada no braço e, depois, adormeci.
Quando acordei, estava numa maca, num quarto que cheirava a desinfectante e que, tal como a outra sala, era quase totalmente branco. Ao fundo da sala estava um espelho. Dirigi-me para ele. Nele estava reflectida uma figura completamente diferente da habitual: a pele brilhava radiante, o cabelo era de um loiro resplandecente, as unhas pareciam pintadas de branco, qual algodão de Primavera. Para além disso, tinha umas majestosas asas! Nem queria acreditar! Ao lado do espelho, estava uma cómoda com a carta que o Supremo Deus me tinha dado para entregar aos anjos da Sala dos Poderes. Dizia o seguinte:
«Melhorias para fazer na Sr.ª Cupido:
- Melhoria na aparência;
- Acrescento de visão termo-activa;
- Acrescento de dedos multiusos;
- Melhoria no “arco do amor”
- Acrescento da super-voz;
- Acrescento de tele-transportador integrado.»
Passei dias, noites, semanas, meses, fechada na minha oficina. Por fim, terminei. Os meus poderes foram muito produtivos, mas agora vinha a parte mais difícil: tinha de ir pelo mundo fora espalhar o amor.
Peguei na máquina e lá fui eu. Por vezes, encontrava teimosos e, nesse caso, tinha que lhes atirar uma seta. Quando tudo voltou ao normal, lá fui eu, para as nuvens, a alta velocidade. Estava na hora do Ambrósio…
Alexandra Pedro (9ºB)